O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, alertou nesta quinta-feira, 5 de novembro, para iniciativas empresariais que buscam adiar a redução da jornada de trabalho.
Após retornar de Brasília, o dirigente relatou reuniões com representantes do governo federal e parlamentares para discutir a implementação das novas regras de jornada e descanso.
Segundo Miguel, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) recorreram ao Supremo Tribunal Federal para ampliar os prazos previstos.
O sindicalista criticou a iniciativa e anunciou que a Força Sindical pretende apresentar uma medida jurídica na próxima semana para contestar os argumentos apresentados pelas entidades empresariais.
Redução a partir de dezembro
Miguel afirmou que a primeira etapa deverá começar em 16 de dezembro de 2026, com jornada de 42 horas semanais e escala 5×2.
Conforme o cronograma a redução para 40 horas semanais deverá ocorrer até dezembro de 2027, preservando os salários e ampliando o descanso semanal.
O sindicalista defendeu que empresas e sindicatos negociem coletivamente os ajustes necessários, respeitando os limites da jornada e garantindo dois dias de descanso por semana.